Para João Paulo Maia Mendonça
Como era de costume, todo dia e
como sempre, parava na porta da escola.
Ficava espreitando pela fresta do
portão, sonhando coisas que só ele sonhava.
Ninguém
nunca o vira sorrir.
Um
dia ganhou um revólver.
Postou-se
na pracinha que tem em frente à escola, e se escondeu atrás de uma árvore.
Ninguém achou estranho, pois estavam acostumados a vê-lo todo santo dia.
Apontou
o revolver para as crianças que saíam da escola.
Sorriu.
A arma era de mentira, mas o ódio era de verdade.
A arma era de mentira, mas o ódio era de verdade.
(Miniconto, de Poucas Palavras)
Nenhum comentário:
Postar um comentário